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Realidade Aumentada – Semana Acadêmica Sociesc 2011
Buenas,


Esta semana aconteceu um evento na Sociesc que foi a semana acadêmica de computação, com vários mini-cursos e palestras da área. Ano passado participei da semana acadêmica da Sociesc com uma palestra sobre Domain Driven Design e um Coding Dojo em c#, este ano participei com um mini-curso de realidade aumentada.
O objetivo do mini-curso era fazer uma introdução à realidade aumentada, situando o pessoal no que já existe, nas novas tendências, mercado e as tecnologias envolvidas. A parte prática dividi em duas etapas:
1. Desenvolvimento de um aplicativo para Android utilizando realidade aumentada, integrando com a API de localização interativa Wikitude;
2. Modelagem de objetos 3D no SketchUp e visualização do mesmo com realidade aumentada utilizando uma webcam;
Toda parte prática foi efetuada por mim em um computador cuja imagem estava sendo projetada em um telão, para o pessoal ir acompanhando e fazendo em seus computadores. Mas para facilitar que ninguém se perdesse, durante o mini-curso, ou mesmo para fazer em casa eu criei um tutorial com as atividades. O tutorial e a apresentação estão a seguir:
Outro ponto importante para quem quiser fazer em casa é ter os aplicativos e saber de onde baixar.
Desenvolvimento para Android:
- Java SDK (JDK): http://www.oracle.com/technetwork/java/javase/downloads/index.html
- Motodev Studio for Android: http://developer.motorola.com/docstools/motodevstudio/download/
- Android SDK: http://developer.android.com/sdk/index.html
O Motodev é o eclipse com todos os plugins, se assim podemos dizer, prontos para desenvolvimento para Android. Basta instalar o Motodev, configurar o caminho do Android no primeiro acesso e já está pronto para uso, simples e fácil. Importante: É necessário executar o SDK Manager do Android e instalar a versão do sistema operacional que irá trabalhar, a sugestão deste tutorial foi a versão 2.1, mas poderia ser utilizada uma mais recente.
Todo ambiente pode ser feito no Windows, Linux ou Mac e não precisa pagar nada por nenhum dos aplicativos acima citados.
Embora o Motodev seja da Motorola, ele pode ser utilizado tranquilamente para qualquer dispositivo Android.
Modelagem 3D com SketchUp:
- SketchUp 7 ou 8, não precisa ter a versão PRO: http://sketchup.google.com/
- Ar-media plugin for SketchUp: http://www.inglobetechnologies.com/en/new_products/arplugin_su/info.php
O plugin da Ar-media é pago, porém a versão trial pode ser utilizada para conhecer os recursos disponíveis. O custo dela atualmente é de trezentos euros e só funciona em Windows e Mac.
Para quem desejar exportar do SketchUp para um dispositivo móvel, é necessário exportar para extensão OBJ. A versão PRO do SketchUp já efetua exportação, mas quem tem a versão grátis, pode utilizar o plugin ObjExporter para isto. Basta descompactá-lo no diretório plugins do SketchUp para que apareça na brra de menu. Depois de exportado basta salvar no dispositivo móvel e visualizá-lo com um aplicativo específico para leitura de OBJ e visualização no formato realidade aumentada. Uma sugestão é o projeto Andar para Android, ele pode ser instalado direto pelo market. O aplicativo Andar Model Viewer permite selecionar um arquivo .obj diretamente do cartão de memória para visualização com realidade aumentada utilizando o marcador do projeto Andar.
Existiram vários vídeos durante a apresentação, cujos links seguem dentro da própria apresentação, porém para facilitar coloco abaixo para não precisar digitar no navegador.
- Introdução: http://www.youtube.com/watch?v=JDN_ZN0XEow
- Exemplos de RA: http://www.youtube.com/watch?v=P9KPJlA5yds e http://www.youtube.com/watch?v=hXtq1qBMLIw
- Exemplos de Wikitude: http://www.youtube.com/watch?v=g-0cuqeUvCQ e http://www.youtube.com/watch?v=hAcAHgUge-8&feature=related
- Encerramento: http://www.youtube.com/watch?v=gHNBS5NJxHk
- Outros: http://www.youtube.com/watch?v=yCEHIkJanm4
É isso aí pessoal! Vou fazer um próximo post com os bastidores e mais detalhes do mini-curso.
Abrs a todos,
Lorival
“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”. Friedrich Nietzsche
Coding Dojo – Aplicando Princípios Ágeis
Buenas a todos,
Ontem foi a palestra “Coding Dojo – Aplicando Princípios Ágeis” na XII Semana da Computação na Udesc 2010 e eu gostaria de compartilhar um pouco da apresentação, aproveintando para agradecer a presença de todos que lá tiveram.
O objetivo foi tratar um pouco de o que é um coding dojo, as técnicas utilizadas em cada encontro e apresentar o grupo Joinville Dojo que vem fazendo um trabalho bem bacana junto a comunidade.
A apresentação inicia com o artigo do “The curious case of the chaos report 2009″ onde vemos que os projetos de TI vêm decaindo em termos de qualidade. Basicamente de 2006 para 2009 aumentamos o número de projetos fracassados em torno de 5% e diminuímos o número de projetos com sucesso em torno de 3%. Isto é preocupante visto o crescimento que estávamos vindo no decorrer dos outros anos. Isto nos mostra que somos extremamente novos em desenvolvimento de software, engatinhando. Embora muitos em seus egos não queiram admitir, mas a verdade é que ainda não sabemos desenvolver software. Existem muitas técnicas excelentes e muitas coisas vêm melhorando muito rapidamente, porém temos menos de 100 anos de profissão, contra milênios de outras como engenharia civil.
Seguindo a apresentação apresento 3 perguntas para se pensar, antes de definir o que é “treinamento” e no que se relaciona com coding dojo.
Continuo apresentando o que é um dojo, de onde veio, como funcionam as lutas e algumas curiosidades. Assim conseguimos apresentar o coding dojo e fazer a ponte de seus princípios com o dojo efetivamente e por fim apresentar as técnicas ágeis que iremos tratar na apresentação e que fazem parte de todos os encontros.
Inicio falando de pair programming e sua importância para o desenvolvimento de software. Alguns mitos são quebrados, destacando, principalmente, a importância dele dentro do coding dojo, explicando inclusive alguns conceitos psicológicos como a dissonância cognitiva.
Dou continuidade apresentando test driven development – TDD – apresentando o que são testes automatizados, como funcionam com exemplos práticos, explicando a brincadeira do estagiário revoltado até a dinâmica do TDD aplicada no desenvolvimento de software e coding dojo.
Entramos em refactory e conto a história do apartamento sujo apresentada no Agile Brazil 2010, seguido de baby steps ressaltando seus princípios e aplicações.
Entramos no coding dojo, propriamente dito, tratando dos requisitos para ocorrerem e como funciona um encontro apresentando assim o grupo Joinville Dojo. Este grupo foi criado com o objetivo de estudar técnicas de desenvolvimento de software em Joinville e região, contando hoje com um grupo sendo definido cada vez mais e aprendendo continuamente uns com os outros. Finalizo esta parte apresentando os contatos do grupo e convidando o pessoal a participar.
Concluo a apresentação com um recurso que poucos conhecem ou muitos ignoram que é o botão de desistência.
Alguns, por hábito de uma vida inteira, usam o botão de desistência ao primeiro sinal de frustração. Quando seus exercícios físicos ficam puxados demais, apertamos o botão e vamos pra casa. Se os telefonemas do dia se tornam frustrantes, apertamos o botão e saímos para tomar um café com um colega e passar duas horas em negatividade solidária.
Todos têm este botão, isto é inegável, mas muitas vezes nem todos sabem. O ser humano, como qualquer animal, tende a persistir até que um objetivo seja alcançado. Note como as crianças conseguem o que querem e verá a persistência natural. Entretanto em algum ponto ao longo do nosso caminho, nos deparamos com este pequeno botão e logo começamos a usá-lo. Alguns começam após uma grave frustração, a seguir após frustrações médias até que finalmente o apertam ante qualquer desconforto. Nós simplesmente desistimos.
Apertar ou não o botão as vezes é interpretado como falta de força de vontade, coragem, ímpeto ou desejo. Mas cá entre nós… isto é uma tremenda bobagem. A grande verdade é que apertar ou não é apenas um hábito e como tal pode ser trocado por outro. Habitue-se a não apertar o botão cedo em qualquer processo e sentirá a diferença nos primeiros passos, aposto nisso! Quando menos apertar mais motivado você se tornará!
Grande abraço a todos e até o próximo coding dojo.
“Considere sempre fácil o que precisa fazer e será“. Émile Coué, psicólogo francês. [não errei, é homem mesmo!. Conheçam este cara e todos os outros que citei nos outros posts
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